Santo Google!

19 de novembro de 2010

AMOR.
Á vista,
Ou em 10 vezes no cartão, foi a primeira frase que Pedro ouviu dela.
Ela era morena, magra, olhos cor de jambo e uma malemolência que só ela tinha.
Sabia conquistar, fato.
Ele branco e comum, mas tinha a qualidade que ela mais amava em um homem.
DINHEIRO.
O relacionamento deles começou depois que ela viu a bandeira internacional
de seu cartão, e os 12 peixes que estavam em sua carteira.
Esse é um número aproximado, já que Laura ainda estava aprendendo a leitura
rápida de carteiras masculinas.
Pedro e Laura eram felizes juntos, e um casal bem bonito diga-se de passagem.
Ele sempre sorridente, e ela também.
Ele fazia tudo que ela queria, ela pedia tudo e ele fazia.
Ele só pedia uma coisa "Meu bem nunca me deixe"
E ela dava um beijo nele e pensava "O amor acaba quando o dinheiro acaba"
Ela era Dolce e Gabbana, coquetéis e um seguro desemprego.
Virou madame, e ele namorado de madame.
Ela contratou motorista, comprou apartamento.
Ela era um patrimônio, diria Pedro.
Um investimento, afinal Laura era a mulher que ele iria casar,
ter filhos e viver feliz para sempre.
Conto de fadas sempre dizia ela, nesta parte não mintia.
Pelo contrário. Sempre falava a verdade, mas a verdade vinha em
tom de brincadeira.
Tinha um ótimo humor, acreditava Pedro.
Ela o chamava de "amor", ele a chamava de "amora".
Os dois foram morar fora, passearam pelo Egíto, Flórida,
Austrália e quando chegaram na Inglaterra foi fim de jogo para Pedro.
Ela conheceu um príncipe, e ele conheceu a sargeta.
Ela gastou todo seu dinheiro, ele lhe deu todo seu amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário